ALCB — Instituto de Biologia/ UFBA 

COLEÇÕES

Um patrimônio dedicado ao conhecimento da biodiversidade

Plantas Vasculares

Nossa coleção possui a maior abrangência de ecossistemas no estado da Bahia.

Atualmente, o acervo do Herbário ALCB consta de ca. 140.000 espécimes, dos quais 99.215 estão georreferenciadas, representando o 14° maior herbário do Brasil e o terceiro maior do Nordeste. Destes, 136.000 registros estão online e 31% estão digitalizado em imagens de alta resolução disponíveis nas plataformas splink.org.br, gbif.orgsibbr.gobv.br e Herbário Virtual Reflora.

Do total, ca. 114.000 espécies (81%) representam plantas vasculares (Lycophyta, Monilophyta, Gymnospermae e Angiospermae). Dentre os os curadores do Herbário ALCB, a Profa. Maria Lenise Silva Guedes destaca-se como a maior coletora mulher de plantas vasculares no Brasil.

 

Plantas Vasculares

As famílias de plantas vasculares com maior representatividade em número de espécies são as Fabaceae (ou Leguminosae), Asteraceae, Euphorbiaceae, Rubiaceae, Myrtaceae e Melastomataceae. 

Dentre os projetos de pesquisa com aporte de recursos para coletas destacam-se Pedra do Cavalo, Projeto Chapada Diamantina, Reserva Ecológica das Plantações Michelin, Parque Estadual das Sete Passagens, Rio São Francisco, Aqua-Ripária, Mangue Seco, PPBIO, REFLORA, FAPESB-REDE, PRONEM e Coleções Biológicas/CNPq.

Algas

Nossa coleção de algas é a maior do Nordeste e a 4ª maior do Brasil.

A coleção de Algas do Herbário ALCB teve início em 1977 com a Coleção de microalgas de água doce iniciada pela Dra. Dayse Vasques Martins, mais tarde em 1983 com a criação do Projeto “Algas Marinhas Bentônicas do Estado da Bahia, Brasil a coleção foi extensivamente ampliada. Nossa coleção reúne o material histórico do Herbário Joaquim Monteiro Caminhoá (1808), que eram armazenadas na antiga Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, contendo 25 exsicatas.

Hoje, o ALCB reúne a quarta maior coleção de macroalgas marinhas do Brasil e a maior coleção do Norte e Nordeste. Conta com 11.432 exsicatas depositadas no acervo ALCB, sendo 6.429 Rhodophyta, 2.419 Chlorophyta, 2.057 Heterokontophyta, 217 Cianobacteria.

Deste acervo, as famílias mais representativas em número de exsicatas depositadas são: Rhodomelaceae (1.690),

Plantas Vasculares

Gracilariaceae (1.300) e Cystocloniaceae (809) (Rhodophyta); Dictyotaceae (1.446) e Sargassaceae (339) (Heterokontophyta); Caulerpaceae (633) e Halimedaceae (509) (Chlorophyta); Oscillatoriaceae (110) (Cianobacteria). Contando ainda com um acervo ficológico internacional oriundo do Japão, Espanha, Chile, Marrocos e Holanda.

Contamos também com: uma coleção líquida contendo 130 amostras de Bacilariophyta, 63 Miozoa (Dinophyta), 38 Charophyta e 25 Euglenophyta; um laminário composto por aproximadamente 1.000 lâminas permanentes; 89 cepas de cianobactérias em cultivo permanente; aproximadamente 200 amostras secas em sílica de coralináceas incrustantes (nódulos de rodolitos); um Banco de DNA contendo aproximadamente 700 amostras, possuindo um conjunto de dados genômicos que supera em quase 100% o número de genomas disponíveis para Rhodophyta no GenBank.

Briófitas

Nossa coleção de Briófitas é a maior do Nordeste.

Denominada Coleção Profa. Letícia Scardino Scott Faria, foi foi iniciada no ano de 1987, primeiramente a partir da Coleção do Pe. Camille Torrend, proveniente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. O primeiro material foi registrado pelo Prof. Cid Bastos (Meteorium deepei (Hornsch. ex Müll. Hal.) Mitt. = Papillaria deepei Hornsch. ex Müll. Hal.) em 7/5/1987, oriundo de Uruçuca, Estado da Bahia, coletado pelo Dr. Alexandre Leal Costa. A partir desse período, com a intensificação das coletas e dos estudos taxonômicos, a coleção cresceu substancialmente e atualmente conta com 16.738 exsicatas, destas 12.748 já estão inseridas no Brahms.

A coleção contém 18 tipos nomenclaturais, sendo 14 holotipos, 03 isotipos e 01 parátipo. 

Plantas Vasculares

A maioria das exsicatas é de espécimes coletados no Estado da Bahia, mas há, também, um expressivo número de materiais doados ao ALCB, provenientes de outras regiões do Brasil e do exterior; dentre esses materiais, destaca-se as duplicatas da Coleção do Pe. Aloysio Sehnem, doada pelo Herbário da Universidade de Caxias do Sul (HUCS), a qual tem valor histórico para a briologia no Brasil, e também do Herbário Pringle, da University of Vermont (Natural History Museum).

Além disso, a Coleção conta também com materiais coletados na Serra da Ibiapaba, Ceará, e no Parque Estadual Pedra Azul, essa última resultado de Dissertação de Mestrado, orientada pelo Pr. Cid Bastos.

A Coleção de Briófitas do ALCB conta com representantes de todos, ou quase todos, os ecossistemas do Estado da Bahia, tornando-a uma importante fonte de consulta florística e fitogeográfica.

Fungos

A coleção de Fungos do Herbário ALCB é a segunda maior de macrofungos da Bahia.

Com aproximadamente 700 exsicatas depositadas. A Coleção inicial de fungos foi proveniente do acervo da antiga Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus e do acervo de Farmácia. Em 1994, o Dr. Aristóteles Góes Neto contribuiu com a organização da coleção e fez sua monografia com material proveniente da coleção (Diagnóstico da Biodiversidade de Macromicetos do Estado da Bahia: Evolução histórica e situação atual). 

Plantas Vasculares

O acervo é constituído atualmente, em sua maior parte, por macrofungos provenientes do estado da Bahia, e possui uma coleção histórica do Pe. Camille Torrend. O material desta coleção já foi utilizado para publicar artigos científicos, material de estudo por alunos de iniciação científica, assim como serviu de base para a formação de mestres e doutores.

Tipos nomenclaturais

Novas espécies, especialmente do Nordeste do Brasil.

A coleção de tipos nomenclaturais do Herbário ALCB está disponível em imagens de alta resolução nas plataformas splink.org.br, sibbr.gov.br, Herbário Virtual Refloragbif.org. Atualmente, o acervo conta com 314 tipos nomenclaturais, divididos em 46 holótipos, 58 isótipos e 210 parátipos. 

Coleções Históricas

Maior coleção de plantas históricas (século XIX) no estado da Bahia.

A importância do ALCB é creditada também à sua riqueza histórica. O herbário foi fundado em 1950 por Alexandre Leal Costa, biólogo que dá nome ao local, a fim de abrigar acervos naturais muito antigos (2.212 espécimes), atualmente digitalizados em alta resolução e disponíveis no site splink.org.br.

Parte deste acervo foi coletado na Europa, entre os anos de 1820 e 1880, principalmente na França, Suíça, Alemanha, Áustria, Hungria, Itália e Rússia. Para a flora brasileira, destacam-se as coleções provenientes do Herbário Padre Joaquim Monteiro Caminhoá (1836-1896), que eram armazenadas na antiga Faculdade de Medicina da Bahia, do Herbário da Faculdade de Filosofia da UFBA, ambos fundados em 1808, do Herbário do Colégio Padre Antônio Vieira, além de uma coleção doada pelo fotógrafo Pierre Verger (1902-1996).

Os espécimes do Herbário Caminhoá foram coletados em todo o país (1860 e 1880) e estão todos identificados ao nível específico e caracterizados segundo a sua importância ecológica, econômica e medicinal.

Plantas Vasculares

Para a Bahia, encontram-se materiais coletados durante o ano de 1967, como parte de um estudo investigativo realizado pelo fotógrafo francês Pierre Verger, com enfoque nos diferentes tipos de plantas utilizadas no candomblé, seja para fins medicinais ou religiosos. O artista, também etnólogo, antropólogo e pesquisador, por não possuir espaço para armazenar suas amostras, doou ao herbário uma coleção composta por 150 espécies. Ele chegou a lançar, em 1995, o livro Ewé, o uso das plantas na sociedade ioruba, que traz 2.216 receitas para utilizações diversas das plantas.

As plantas doadas pelo Colégio Padre Antônio Vieira também foram coletadas por uma personalidade ilustre, o Padre Camilo Torrend, um jesuíta francês radicado no Brasil em 1914, onde viveu a maior parte de sua vida. Em suas excursões pelas localidades brasileiras, o padre coletou inúmeras espécies, até mesmo algumas desconhecidas e que foram batizadas com seu nome, como é o caso do fungo Torrendia pulchella Bres.. Parte desse acervo foi transferido para o Herbário ALCB através de Alexandre Leal Costa, que foi um dos alunos do cientista católico.

Etnobotânica

Nossa coleção possui plantas nativas de interesse ornamental e medicinal.

A Coleção Etnobotânica do Museu de História Natural é nova e conta com apenas algumas dezenas de peças e foi formada por peças utilizadas em pesquisas, exposições e, principalmente, doações. É bem diversificada no que se refere à representatividade de 

Plantas Vasculares

usos tradicionais, incluindo utensílios domésticos e do campo , ornamentais, instrumentos musicais,  brinquedos, vestuário e adornos pessoais, alimentos, medicinais, cosméticas, superstições… Algumas peças têm origem de outros países e as peças formam um curioso conjunto que, por esse motivo, tem sido mantido como acervo expositivo na Sala de Exposição do Museu  de História Natural, no térreo do Instituto de Biologia.

Xiloteca

Coleção Dr. José Pereira de Sousa.

Nossa coleção de madeira abriga registros históricos do comércio colonial.

A palavra xiloteca origina-se do grego “xýlon” que significa madeira + “theke” significando coleção. Desse modo, é um local, ou um arquivo, no qual se condiciona amostras de madeiras e as diversas informações sobre as mesmas. Tem grande importância na representatividade da flora nativa da região em que está localizada ou de outros locais, quando se fazem permutas ou coletas em outras regiões do planeta. A partir de análises de amostras de xiloteca é possível se conhecer o valor científico, tecnológico e econômico das madeiras, bem como sua durabilidade e conservação.

A xiloteca funciona como um banco de dados, podendo, algumas vezes, disponibilizar conhecimentos aos interessados (restauradores, pesquisadores acadêmicos, madeireiros, peritos etc) em análises morfológicas macro e microscópicas das madeiras. Além de seu valor didático para todas as fases do ensino, desde o básico até pós-graduação, a xiloteca é uma grande ferramenta para estudos e pesquisas na área de identificação de madeiras, anatomia da madeira, tecnologia da madeira, colaborando para o conhecimento do seu uso, durabilidade, resistência e conservação.

Plantas Vasculares

Em relação à coleção do ALCB, tudo começou na década de 80 com o Professor Doutor José Pereira de Sousa (Pe. Pereirinha) guardando amostras de madeiras coletadas em diversas regiões da Bahia. Era uma grande quantidade empilhada no laboratório de Morfologia Vegetal e Micorrizas, atual Laboratório de Anatomia vegetal e Identificação de Madeiras (LAVIM). Atualmente seu acervo contém 1320 espécimes de madeiras com coleções, oriunda de diferentes ecossistemas como manguezal, caatinga e mata atlântica, além da coleção de espécies arbóreas mais utilizadas no comércio madeireiro e em monumentos históricos da Bahia. Cerca de 40% do material possui voucher no ALCB.

A Xiloteca Professor José Pereira de Sousa (PJPSw) do Instituto de Biologia da UFBA, hoje, está localizada no andar térreo, no Herbário Alexandre Leal Costa, fazendo parte do Museu de História Natural da Bahia. O nome é uma homenagem aquele que iniciou os estudos em anatomia de madeiras na Bahia. Desde a sua inauguração em 23 de outubro de 2012, a xiloteca PJPSw tem tido como seu curador o Prof. Lazaro B. Silva.

Plantas in vitro

Nossa coleção possui plantas nativas de interesse ornamental e medicinal.

A coleção de plantas in vitro está sediada no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais (LCTV) no Instituto de Biologia (IBio) da Universidade Federal da Bahia. A coleção abriga essencialmente plantas nativas de interesse econômico (ornamental e medicinal), que são propagadas através de processos

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biotecnológicos, a produção de grande número de indivíduos selecionados de acordo com as características desejáveis.

Apesar de ser uma técnica conhecida e utilizada por muitas instituições de pesquisas e empresas agrícolas, na Bahia a sua utilização ainda é muito restrita.

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Como citar: 

M.L.S. Carvalho, N. Roque, J.M.C. Nunes, C.J.P. Bastos, D.O.B. Cardoso, L.B. Silva, M.C. Bellintani, J.G.A. Assis, B.D.B Silva, M.L.S. Guedes. Herb[ario Alexandre Leal Costa (ALCB). Universidade Federal da Bahia. Disponível em: <>